Por um momento consegui acessar o Gmail aqui no meu trabalho
Mas logo o sistema voltou ao normal e o troço ficou bloqueado. Saco... mas não foi pra escrever isso que abri o editor de texto do blog.
Ontem, na sala de espera de um consultório, estava folheando a Veja Rio de 4 de junho e li a crônica do Manoel Carlos. E é sempre impressionante quando outra pessoa escreve um sentimento que é seu ou uma situação parecida com a que você está vivendo, não é? Muitas vezes acontece isso comigo, provavelmente porque leio muito e de tudo, até bula de remédio. É uma coisa supreendente e mágica.
O texto do Manoel Carlos voltou à minha mente na hora do almoço e mais uma vez me foi agradável constatar que ele colocou em palavras um sentimento meu. E pensei comigo: "putz, como gosto de ler!" De verdade, um bom filme é extremamente prazeiroso, mas não supera a leitura no meu gosto pessoal.
Ler meus sentimentos descritos por outro me dá sensação de cumplicidade, de conforto. Parece que não estou sozinha. Ainda que escrever seja algo libertador, uma coisa que me ajuda a ordenar pensamentos de uma forma que jamais conseguiria fazer em uma conversa, ler é o que me afasta da solidão.
Da historinha que o Manoel Carlos conta em sua crônica, ficou martelando na minha cabeça o diálogo entre ele e um amigo. A certa altura da conversa, ele fala algo tipo 'pelo que vi, o impossível não é o amor entre vocês; o impossível é o relacionamento'.
Que coisa, né? A gente acaba se apaixonando sem poder viver aquele relacionamento, seja porque você já tem compromisso com outra pessoa, seja porque o objeto de sua paixão não corresponde ao sentimento ou, ainda, porque são duas pessoas tão diferentes que o convívio se torna um martírio. Que desencontro. Pra que isso? Bobagem... pura bobagem e perda de tempo. Melhor é abortar.